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O que o maior estudo global sobre cibersegurança nos ensina sobre proteger a sua empresa

8 de mar. de 2026

A cibersegurança deixou de ser um problema exclusivo das grandes empresas.

O Hiscox Cyber Readiness Report 2025, um dos estudos mais abrangentes do mundo nesta área, que inquiriu mais de 5.750 empresas em sete países, incluindo Portugal, confirma aquilo que observamos diariamente: as pequenas e médias empresas estão cada vez mais na mira dos cibercriminosos e muitas ainda não estão preparadas.

Não é por falta de vontade. Muitas vezes, por falta de informação clara.

O que nos dizem os números?

59% das empresas foram alvo de pelo menos um ciberataque nos últimos 12 meses. Não se trata apenas de grandes grupos empresariais, mas também de empresas com 10, 20 ou 50 colaboradores.

Os impactos vão para além do âmbito técnico:

  • 29% tiveram dificuldade em atrair novos clientes após um incidente;
  • 33% receberam multas significativas na sequência de um ataque;
  • 80% das empresas vítimas de ransomware pagaram o resgate, mas apenas 60% recuperaram os dados.

E quanto aos principais pontos de entrada nos sistemas? Não se tratam sempre de ataques sofisticados. São dispositivos do dia a dia: câmaras IP, impressoras ligadas à rede, software desatualizado ou um simples e-mail de phishing bem concebido.

Um risco crescente que merece atenção: a Inteligência Artificial

A IA está a transformar como trabalhamos e como os ciberataques são conduzidos. Segundo o relatório, 57% dos incidentes reportados envolveram vulnerabilidades relacionadas com a IA, nomeadamente e-mails de phishing mais convincentes, ataques mais automatizados e falhas identificadas com maior rapidez.

Isto não significa que a IA é um inimigo. Significa que é uma ferramenta poderosa e que quem a ignora fica mais exposto do que pensa.

5 ações que podem ser tomadas esta semana

Não é necessário um orçamento elevado para começar. É necessário estabelecer prioridades claras.

  1. Ativar a autenticação multifator (MFA) em tudo: e-mail, cloud e ferramentas de gestão. Esta é, de longe, a medida com melhor retorno por esforço.
  2. Manter os sistemas e o software atualizados: a maioria dos ataques explora vulnerabilidades já conhecidas e com correção disponível. Ativar as atualizações automáticas sempre que possível é um passo simples e eficaz.
  3. Fazer cópias de segurança regularmente e testá-las: uma cópia de segurança que nunca foi testada pode não funcionar quando mais se precisa.
  4. Limitar os acessos por função: nem todos os colaboradores precisam de ter acesso a tudo. Quanto mais restrito for o acesso, menor será a superfície de ataque.
  5. Formar a equipa para reconhecer phishing: a maioria dos ataques começa com um clique humano. Uma sessão de formação de 30 minutos por ano pode evitar um incidente grave.

Um dado encorajador

O mesmo relatório mostra que 83% das empresas que investiram em cibersegurança aumentaram a sua resiliência e sentiram que tinham mais controlo sobre os seus sistemas.

A proteção não é inatingível. É uma questão de dar os passos certos na ordem certa.

Quer saber qual é a situação atual da sua empresa?

Ajudamos pequenas e médias empresas a identificar vulnerabilidades reais e a definir um plano de ação adaptado à realidade de cada negócio.

Se pretender compreender por onde deve começar, estamos disponíveis para uma conversa inicial sem compromisso.

A segurança digital começa com conhecimento

A resiliência digital é construída dia após dia, com base em decisões informadas e práticas responsáveis. No nosso blog, partilhamos análises, guias práticos e conteúdos de sensibilização para ajudar as micro e pequenas empresas a reduzir os riscos, a proteger os dados e a fortalecer a continuidade do negócio.

Aprenda a transformar a cibersegurança num benefício real para a sua empresa.

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